Liderança e saúde mental: por que o cuidado começa na gestão

shutterstock 314960816Por Leila Navarro

Liderança e saúde mental no trabalho não são temas separados. Eles caminham juntos todos os dias, mesmo quando ninguém percebe.

É possível oferecer ginástica laboral, mindfulness no horário do almoço e até criar um canal de escuta com psicólogo. Mas, se a liderança direta adoece a equipe no cotidiano, nenhuma ação de saúde mental nas empresas se sustenta.

Vamos falar sério, RH: não existe programa de saúde mental que resista a uma gestão que destrói no dia a dia.

O jeito de liderar pode curar ou adoecer a saúde mental

Hoje, está cada vez mais evidente que a liderança é o principal fator de impacto na saúde mental das equipes. E não estamos falando apenas de líderes abertamente tóxicos, esses já são mais fáceis de identificar.

O problema está, muitas vezes, nos líderes despreparados emocionalmente.

Acelerados. Reativos. Sem escuta. Incapazes de perceber sinais sutis de exaustão, desengajamento ou tensão silenciosa. Não é por mal. É por falta de preparo.
E a falta de preparo, nesse contexto, também adoece.

Liderança e saúde mental no cotidiano das equipes

O jeito de cobrar, distribuir tarefas, reagir sob pressão, acolher, reconhecer ou silenciar constrói, todos os dias, um ambiente emocionalmente seguro, ou emocionalmente ameaçador.

São microgestos diários. Quase invisíveis. Mas profundamente determinantes.

A liderança influencia diretamente a forma como se comunica, organiza o trabalho, cobra resultados e lida com pessoas. Por isso, quando falamos de liderança e saúde mental, falamos de consciência, não de culpa.

Saúde mental é responsabilidade de todos.
Mas começa, inevitavelmente, na gestão.

Saúde mental nas empresas começa pela liderança

Cuidar da saúde mental no trabalho não é uma tarefa exclusiva do RH. Tampouco pode ser terceirizada para ações pontuais.

O RH articula, estrutura e propõe.
Mas é a liderança que sustenta, ou destrói, o cuidado no cotidiano.

Por isso, o papel do RH é ajudar as lideranças a enxergarem esse impacto sem julgamentos e sem culpabilização, mas com consciência e responsabilidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ambientes de trabalho emocionalmente inseguros são fatores diretos de adoecimento psíquico, afastamentos e queda de produtividade.

Como o RH pode fortalecer liderança e saúde mental272392 entenda o que faz um tecnico em rh e quais os diferenciais desse profissional

Aqui está o verdadeiro desafio do RH, o pulo do gato: o líder não quer ser acusado. Ele quer ser preparado.

Sensibilizar lideranças para o impacto emocional do próprio comportamento exige estratégia, linguagem adequada e presença.

A seguir, três estratégias eficazes para o RH atuar com intencionalidade:

1. Use dados + histórias reais (sem expor pessoas)

Números importam. Dados de absenteísmo, turnover, afastamentos e queixas trazem base concreta. Mas só ganham força quando conectados a situações reais do dia a dia.

Cenas que o líder reconhece. Situações comuns. Reações automáticas.

Essa combinação cria empatia e evidencia, na prática, a relação entre liderança e saúde mental no trabalho.

2. Mostre que cuidar da equipe é inteligência de gestão

Lideranças emocionalmente preparadas:

  • entregam mais resultados
  • erram menos
  • retêm talentos
  • reduzem riscos e passivos trabalhistas

Isso não é fragilidade.
É uma performance estratégica e sustentável.

Quando o líder entende que liderança e saúde mental impactam diretamente os resultados, a resistência diminui.

3. Ofereça desenvolvimento com linguagem que conecta

Líder não precisa de palestra terapêutica.
Nem de ser tratado como paciente.

Precisa ser desenvolvido.

Isso significa sair da teoria e entrar na vivência. Aprender, na prática, a perceber o outro, regular reações e tomar decisões com mais presença e consciência.

Quando o corpo fala antes da mente entender

Existe um nível da liderança e da saúde mental que não se aprende em PDFs ou apresentações.

É aqui que entram a inteligência sensorial e límbica.

Formar líderes capazes de perceber o ambiente, identificar tensões, antecipar conflitos e sustentar presença exige trabalho corporal e emocional integrado.

O corpo percebe antes da mente racional formular explicações.
Ignorar isso custa caro para a saúde mental das equipes.

Por isso, liderança e saúde mental não se resolvem apenas com conhecimento.
Se desenvolvem na experiência.

Liderar também é cuidar

Liderar não é apenas direcionar tarefas ou cobrar resultados.
É influenciar estados emocionais todos os dias,  querendo ou não.

Quando falamos de liderança e saúde mental, falamos de responsabilidade real.
De presença. De consciência aplicada ao cotidiano.

Cuidar da equipe começa quando o líder aprende a se escutar primeiro.
E, a partir daí, passa a escutar o outro com mais clareza, humanidade e intenção.

Liderança e saúde mental pedem presença, não discurso

Não existe liderança saudável construída apenas em conceitos.
Ela se forma na experiência, na troca e na escuta real.

Ao longo deste mês, abrirei um espaço de conversa chamado Café com a Leila, com encontros semanais, sempre às terças-feiras, às 7h30, ao vivo no Instagram.

Vamos falar sobre saúde mental nas empresas, o papel do RH e da liderança nesse cuidado que não cabe em campanhas.

Serão encontros curtos, diretos e humanos. Para pensar junto. Sentir junto. E sair do automático.

Se você trabalha com pessoas e sabe que saúde mental não se sustenta em frases prontas, esse espaço é para você.

Para receber os materiais, os temas de cada encontro e os links das transmissões, participe do canal do WhatsApp do Café com a Leila.

PERGUNTAS FREQUENTES:

1. Saúde mental no trabalho é responsabilidade só do RH?
Não. O RH estrutura e apoia, mas é a liderança que sustenta (ou fragiliza) a saúde mental no dia a dia.

2. Um líder pode adoecer a equipe mesmo sem ser tóxico?
Sim. Falta de preparo emocional, reatividade e ausência de escuta também geram ambientes inseguros.

3. É possível desenvolver liderança emocional sem terapia?
Sim. Liderança se desenvolve com consciência, vivência e prática, não com diagnóstico, mas com presença.

Sobre a autora 

Leila Navarro é especialista em Saúde Integral, Liderança Sensorial e Cultura Regenerativa. Criadora dos conceitos de Ergonomia Sensorial, Inteligência Sensorial e Liderança Presente. Atua em empresas e eventos no Brasil e no exterior, unindo ciência, neurociência e experiência prática para provocar a reconexão entre corpo, emoção, propósito e tecnologia.

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