Congresso de inteligência artificial: por que todo líder deveria prestar atenção ao AI for Good Summit

Mesa vazia iluminada por projeções abstratas representando perguntas globais sobre congresso de Inteligência Artificial, sociedade e liderança.

Congresso de inteligência artificial não é apenas um lugar onde se fala de tecnologia. Quando o assunto é o AI for Good Summit, em Genebra, a conversa é muito maior.

Antes de embarcar para participar do evento, me fizeram uma pergunta simples:

“O que você vai fazer no AI for Good Summit?”

Achei curiosa a pergunta.

Porque ela revela uma ideia que muita gente ainda tem. A de que esse é apenas mais um evento sobre Inteligência Artificial. Um encontro de especialistas, pesquisadores, empresas de tecnologia e demonstrações futuristas.

Mas não é.

Se fosse apenas um congresso de inteligência artificial para mostrar robôs, algoritmos e novos aplicativos, sinceramente, eu não atravessaria o oceano para participar pela segunda vez.

Estive lá em 2023.

Volto agora porque entendi algo que mudou a minha forma de olhar para esse encontro: o verdadeiro assunto do AI for Good Summit nunca foram as máquinas.

Sempre fomos nós.

O que é o AI for Good Summit

O AI for Good Summit é um dos principais encontros globais sobre Inteligência Artificial aplicada ao futuro da sociedade. Ele acontece em Genebra e reúne pesquisadores, governos, universidades, empresas, cientistas, organizações internacionais e lideranças de diferentes partes do mundo.

Embora o nome oficial seja summit, muita gente no Brasil entende esse tipo de encontro como um grande congresso de inteligência artificial. E, de fato, é isso que ele representa para quem olha de fora: um espaço global onde as grandes perguntas sobre IA são colocadas sobre a mesa.

Mas existe uma diferença importante.

Ali, a pergunta central não é apenas:

“Como usar Inteligência Artificial?”

A pergunta é muito mais profunda:

“Que tipo de sociedade estamos construindo com ela?”

Parece uma diferença pequena.

Mas muda tudo.

Enquanto muitas empresas ainda discutem como usar IA para ganhar produtividade, automatizar tarefas e reduzir custos, existe um lugar onde a conversa já avançou alguns passos. No AI for Good Summit, a Inteligência Artificial é discutida a partir do seu impacto real na vida humana.

Educação.

Trabalho.

Saúde.

Cidades.

Governança.

Segurança.

Sustentabilidade.

Confiança.

Ética.

E, principalmente, o ser humano.

Por que esse congresso de inteligência artificial importa para líderes

Talvez esse seja o maior erro que ainda cometemos dentro das organizações: tratar a Inteligência Artificial como um assunto do departamento de tecnologia.

Não é.

A IA já é um assunto de liderança. De cultura. De estratégia. De educação. De gestão de pessoas. De ética. De cidadania.

Quem continua tratando Inteligência Artificial apenas como software provavelmente está olhando para o lugar errado.

Porque toda grande revolução tecnológica acaba produzindo uma revolução humana. Foi assim com a escrita. Foi assim com a imprensa. Foi assim com a eletricidade. Foi assim com a internet.

Agora estamos vivendo mais uma.

E ainda não sabemos exatamente quem nos tornaremos quando passarmos a conviver diariamente com inteligências artificiais que escrevem, decidem, recomendam, analisam, simulam, influenciam e aprendem.

Essa é a parte que mais me interessa.

Não a máquina isolada.

Mas o que ela desperta, acelera, revela e desloca em nós.

Mesa vazia iluminada por projeções abstratas representando perguntas globais sobre Inteligência Artificial, sociedade e liderança.
A liderança em IA começa quando deixamos de perguntar apenas como usar a tecnologia e passamos a perguntar que sociedade estamos construindo.

Por que estou participando novamente

Estou voltando a Genebra não para conhecer robôs.

Também não estou indo para descobrir qual modelo de IA ficou mais inteligente nesta semana. Essa corrida muda todos os dias. E, se ficarmos hipnotizados apenas por ela, talvez percamos o essencial.

Estou indo observar pessoas.

Quero entender quais perguntas os maiores pesquisadores do mundo ainda não conseguem responder. Quero perceber quais preocupações começam a aparecer. Quero escutar quais consensos estão surgindo. Quero acompanhar quais dilemas continuam em aberto.

Porque, para mim, o futuro nunca foi apenas tecnológico.

O futuro sempre foi humano.

É por isso que o AI for Good Summit me provoca tanto. Ele coloca a tecnologia no centro, mas não deixa o ser humano desaparecer da conversa. E essa talvez seja a grande diferença entre um evento de tecnologia e um congresso de inteligência artificial realmente relevante para líderes.

Um fala de ferramenta.

O outro fala de destino.

A pergunta que toda empresa deveria fazer agora

Dentro das empresas, ainda vejo muita ansiedade em torno da Inteligência Artificial. Algumas organizações querem correr para implementar. Outras querem esperar para ver. Muitas estão encantadas. Muitas estão assustadas.

Mas poucas estão fazendo a pergunta certa.

A pergunta não é apenas se a empresa está pronta para usar IA.

A pergunta é:

Estamos preparando nossas empresas para a Inteligência Artificial ou estamos preparando nossos seres humanos para viver com ela?

Essa diferença é decisiva.

Preparar a empresa para a IA é comprar ferramentas, criar políticas, treinar equipes, contratar especialistas e automatizar processos.

Tudo isso importa.

Mas preparar seres humanos para viver com IA exige outro tipo de conversa. Exige maturidade. Exige discernimento. Exige pensamento crítico. Exige coragem para discutir o que queremos preservar, o que queremos transformar e o que não podemos terceirizar para nenhuma máquina.

A tecnologia pode acelerar decisões.

Mas não pode assumir a consciência por nós.

Pode ampliar capacidades.

Mas não pode definir sozinha o que é progresso.

Pode gerar respostas.

Mas não substitui a responsabilidade de fazer boas perguntas.

O que vou compartilhar de Genebra

Durante os dias do evento, quero fazer uma experiência diferente.

Vou abrir gratuitamente um grupo de Close Friends no Instagram para compartilhar bastidores, ideias, provocações e percepções praticamente em tempo real.

Não quero esperar o congresso terminar para fazer um resumo pronto, polido e distante.

Quero compartilhar o pensamento enquanto ele acontece. As conversas que me fizerem parar. As frases que ficarem ecoando. Os incômodos que surgirem. As perguntas que eu acredito que todo líder, empreendedor, educador e cidadão deveria começar a fazer agora.

Porque compreender o futuro não deveria ser apenas uma curiosidade.

Deveria ser uma responsabilidade.

E talvez seja por isso que eu volte a esse congresso de inteligência artificial com tanta atenção. Não para confirmar certezas, mas para ampliar perguntas. Não para sair com respostas fáceis, mas para enxergar melhor os dilemas que já estão batendo à porta das empresas, das escolas, das famílias e dos governos.

Mesa viva com raízes, circuitos translúcidos, anotações e sementes luminosas representando ética, liderança e responsabilidade no futuro da Inteligência Artificial.
A Inteligência Artificial pode gerar respostas, mas as perguntas que moldam o futuro continuam humanas.

Não vou a Genebra para descobrir o futuro da tecnologia

Vou a Genebra porque acredito que a Inteligência Artificial não pode ser discutida apenas por técnicos. Ela precisa ser discutida por líderes, educadores, empreendedores, mães, pais, jovens, cientistas, gestores públicos, artistas e cidadãos.

Porque a IA não ficará confinada em laboratórios.

Ela entrará nas escolas. Nas empresas. Nos hospitais. Nas cidades. Nas decisões. Nas relações. Na forma como aprendemos, trabalhamos, confiamos, lideramos e convivemos.

Por isso, todo líder deveria prestar atenção ao AI for Good Summit, mesmo sem nunca pisar em Genebra.

Não pelo evento em si.

Mas pelo tipo de pergunta que ele representa.

A pergunta que deveria ocupar o centro das nossas reuniões, das nossas estratégias e das nossas escolhas daqui em diante:

Que humanidade estamos construindo com a Inteligência Artificial?

Eu não vou a Genebra para descobrir o futuro da tecnologia.

Vou para entender melhor o futuro da humanidade.

E, desta vez, quero levar você comigo.

Durante os dias do AI for Good Summit, vou compartilhar bastidores, provocações, conversas e percepções em um grupo exclusivo de Close Friends no Instagram.

Será uma forma de acompanhar essa jornada de perto, quase em tempo real, com o olhar que não cabe nos resumos oficiais.

Se você também acredita que compreender o futuro é uma responsabilidade, clique aqui e entre para acompanhar essa experiência comigo.


Perguntas Frequentes

O AI for Good Summit é um encontro global sobre Inteligência Artificial realizado em Genebra. Ele reúne pesquisadores, governos, empresas, universidades e organizações internacionais para discutir como a IA pode impactar educação, trabalho, saúde, cidades, governança, sustentabilidade e sociedade.

Porque a Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma questão técnica. Ela já influencia estratégia, cultura, liderança, ética, gestão de pessoas e tomada de decisão. Líderes que ignoram esse movimento correm o risco de preparar apenas ferramentas, sem preparar pessoas.

Durante os dias do evento, Leila Navarro vai compartilhar bastidores, provocações e percepções em um grupo exclusivo de Close Friends no Instagram. Para participar, basta acessar o link indicado no final do artigo.


Sobre a autora 

Leila Navarro é especialista em Saúde Integral, Liderança Sensorial e Cultura Regenerativa. Criadora dos conceitos de Ergonomia Sensorial, Inteligência Sensorial e Liderança Presente. Atua em empresas e eventos no Brasil e no exterior, unindo ciência, neurociência e experiência prática para provocar a reconexão entre corpo, emoção, propósito e tecnologia.

Redes Sociais:

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