Liderança na era da IA: de onde realmente vêm as suas decisões?

Liderança na era da IA.

A liderança na era da IA começa muito antes da tecnologia. Ela nasce na consciência de que toda decisão é influenciada por um contexto muito maior do que conseguimos enxergar no dia a dia. Foi essa percepção que trouxe comigo depois de participar do AI for Good Global Summit 2026, em Genebra.

Você acorda de manhã, abre o e-mail, resolve um problema da equipe, aprova um orçamento, define uma estratégia. Faz isso com competência, experiência e responsabilidade.

Mas quero fazer uma pergunta diferente.

Quando foi a última vez que você parou para pensar que cada decisão sua está sendo moldada por forças que talvez você ainda não conheça?

Não faço essa pergunta como crítica. Faço como convite.

Voltei de Genebra com a sensação de que muitos líderes extraordinários continuam tomando decisões importantes dentro de uma bolha que ficou pequena para o mundo que já estamos vivendo.

O que aconteceu em Genebra muda mais do que a tecnologia

Em julho de 2026, mais de 12 mil participantes de 170 países estiveram reunidos no AI for Good Global Summit. Governos, cientistas, CEOs e representantes da sociedade civil discutiram um tema que vai muito além da inteligência artificial.

O assunto central era o futuro da humanidade.

Durante o encontro foi criada a AI for Good Global Commission, uma comissão permanente copresidida pelo presidente de Ruanda, Paul Kagame, e pelo CEO da Salesforce, Marc Benioff. Participam dela líderes como Jensen Huang, Andy Jassy, Brad Smith, Jack Clark e dezenas de outras referências mundiais.

Não se trata de um evento nem de uma carta de intenções. É uma estrutura permanente criada para ajudar a garantir que a inteligência artificial esteja a serviço das pessoas.

Ao mesmo tempo, a ONU inaugurou o primeiro Diálogo Global sobre Governança da IA, um espaço oficial para discutir como o mundo vai estabelecer regras, padrões e formas mais equilibradas de distribuir os benefícios dessa transformação.

Outro anúncio chamou minha atenção.

A ITU lançou o Grupo de Foco em IA Agêntica porque, pela primeira vez, mais da metade do tráfego mundial da internet passou a ser realizada por agentes de inteligência artificial e não por seres humanos.

Isso deixou de ser uma previsão.

É a infraestrutura do mundo que já estamos administrando.

Mesa internacional com representantes de diferentes países debatendo o futuro da inteligência artificial.

O impacto da liderança na era da IA

Talvez você esteja pensando que tudo isso pertence ao universo dos governos, das grandes empresas ou das gigantes da tecnologia.

Não pertence apenas a eles.

Sempre que uma transformação muda as regras do mundo, ela alcança quem toma decisões todos os dias.

Foi assim quando a aviação passou a ser regulamentada internacionalmente. Foi assim quando a internet ganhou padrões globais. Foi assim quando a agenda ESG deixou de ser diferencial para se tornar parte da estratégia das organizações.

Agora estamos diante de uma mudança ainda mais profunda.

O que está sendo construído hoje influenciará empresas, escolas, equipes, governos e profissionais de todos os setores.

A pergunta já não é se a inteligência artificial vai impactar seu trabalho.

Ela já impacta.

A verdadeira pergunta é outra.

Você está decidindo com consciência do tamanho da transformação que está acontecendo?

O que realmente me tocou

Muita gente imagina que o momento mais impressionante de um evento como esse seja conhecer robôs, algoritmos ou demonstrações tecnológicas.

Não foi.

O que mais me emocionou foi ver crianças de diferentes países criando robôs para resolver problemas reais de suas próprias comunidades.

Percebi que a tecnologia está deixando de ser apenas algo que compramos.

Ela está se tornando uma competência que desenvolvemos.

Também compreendi que muitas das soluções mais criativas nascerão de lugares que ainda são vistos como periferia do mundo.

Criatividade nunca foi consequência da riqueza.

Ela nasce da capacidade humana de encontrar respostas para problemas concretos.

Ao longo dos dias ouvi uma mesma frase sendo repetida por presidentes, cientistas e CEOs.

Ela ficou gravada em mim.

Quem não está na mesa está no cardápio.

Não escutei isso como ameaça.

Escutei como responsabilidade.

Escutei como urgência.

Somos uma civilização muito jovem

Existe um fato que raramente aparece nas conversas sobre inteligência artificial.

Nós somos uma humanidade conectada há muito pouco tempo.

Durante milhares de anos as civilizações viveram praticamente isoladas.

O Egito atravessou três mil anos.

Roma influenciou o mundo durante mais de um milênio.

A Idade Média ocupou quase mil anos da história.

Nós, como humanidade verdadeiramente conectada, temos pouco mais de um século.

Ainda estamos aprendendo a conviver.

Ainda estamos aprendendo a decidir juntos.

E justamente nesse momento recebemos nas mãos a tecnologia mais poderosa já criada.

Por isso a grande pergunta deixada em Genebra não era tecnológica.

Era profundamente humana.

Que tipo de humanidade queremos construir com essa ferramenta?

Essa pergunta não pertence apenas aos governos.

Ela pertence a cada pessoa que lidera equipes, forma pessoas, educa filhos, dirige empresas ou influencia decisões.

Liderança na era da IA.

Um convite para ocupar seu lugar na mesa

No dia 8 de agosto, vou compartilhar com profundidade tudo o que vivi no AI for Good Global Summit.

Não será uma aula sobre tecnologia.

Será uma conversa sobre consciência, responsabilidade e liderança.

Quero dividir as perguntas que voltei fazendo, os aprendizados que me transformaram e os sinais que mostram como o futuro já começou.

Acredito que líderes preparados não esperam as mudanças acontecerem.

Eles participam da construção delas.

E volto à pergunta que mais ecoou dentro de mim durante aqueles dias em Genebra.

Você vai escolher assistir às mudanças de longe ou ocupar um lugar na mesa onde elas estão sendo construídas?

Se essa conversa faz sentido para você, participe do webinar gratuito Conselhos do Futuro, no dia 8 de agosto.

É um convite para ampliar o olhar, compreender o momento histórico que estamos vivendo e fortalecer uma liderança capaz de construir o futuro com consciência.

👉 Inscreva-se e venha fazer parte dessa conversa.


Leila Navarro é palestrante, escritora e especialista em comportamento humano e liderança. Participou do AI for Good Global Summit 2026, em Genebra, Suíça, acompanhando os debates internacionais sobre inteligência artificial, governança global e o futuro da liderança.

Fontes:
• AI for Good Global Commission. Salesforce Press Release, jul. 2026. https://www.salesforce.com/news/press-releases/2026/07/02/ai-for-good-global-commission-announcement/

• AI for Good Global Summit Concludes With a Call to Put Humanity at the Center of the AI Revolution. SDG News, jul. 2026. https://sdgnews.com/ai-for-good-global-summit-concludes-with-a-call-to-put-humanity-at-the-center-of-the-ai-revolution/

• AI Governance Is Becoming Infrastructure. Pure AI, jul. 2026. https://pureai.com/articles/2026/07/16/ai-governance-is-becoming-infrastructure.aspx

• Focus Group on Agentic AI. ITU Press Release, jul. 2026. https://www.itu.int/en/mediacentre/Pages/PR-2026-07-09-focus-group-agentic-AI.aspx

O que é a liderança na era da IA?

É a capacidade de tomar decisões considerando que a inteligência artificial já influencia organizações, mercados e a sociedade. Mais do que dominar tecnologia, exige visão sistêmica, responsabilidade e participação nas discussões que definirão o futuro.

O que foi o AI for Good Global Summit 2026?

Foi um encontro internacional realizado em Genebra, promovido pelas Nações Unidas, que reuniu governos, empresas, pesquisadores e organizações da sociedade civil para discutir como a inteligência artificial pode contribuir para o desenvolvimento da humanidade e quais princípios devem orientar sua governança.

Por que líderes precisam acompanhar as discussões sobre inteligência artificial?

Porque as decisões tomadas hoje sobre governança, regulamentação e uso da IA impactarão empresas, equipes, educação e a forma como organizações competirão nos próximos anos. Entender esse cenário permite tomar decisões mais conscientes e estratégicas.

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