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Tanto a felicidade quanto o sofrimento se escolhe. Você prefere qual?

imagem blog - Leila Navarro - Palestrante Motivacional

A autoconfiança é o diferencial das pessoas que têm a capacidade de inspirar confiança. É também uma grande aliada diante das perdas que cada um de nós já se deparou no decorrer da vida! É a autoconfiança que nos ajuda a ser feliz e a evitar sofrimentos. A grande dúvida de muita gente é como construir a autoconfiança? Se esta é também a sua dúvida, então fique atento! A partir das informações que seguem você pode mudar muita coisa na sua vida.
Você e eu podemos mudar comportamentos e resultados a partir de quatro fatores do autodesenvolvimento que eu aprendi com o Prof. Gasalla, um renomado estudioso espanhol, também idealizador do modelo Gestão por Confiança (GpC), são eles:

1. Autoconceito – Implica você conhecer o que pensa de si mesmo. Num primeiro instante isso parece bem fácil, mas, a realidade mostra que não é. Deveríamos aprender desde o ensino fundamental a nos conhecer e ter claro o conceito que temos de nós mesmos, por exemplo, você é capaz de descrever agora mesmo quem é você para que uma pessoa que não o conhece faça um conceito correto da sua personalidade?

2. Autoestima – Você aceita e ama a si mesmo? Uma das coisas mais difíceis para a maioria dos seres humanos é ter elevada autoestima, pois somos educados a amar o outro e a nos projetarmos no outro e, por isso, existe tanto controle e apego nas relações.

3. Autoeficiência – Aqui implica ser produtivo e eficiente com você mesmo e com o outro e isso só depende de você, depende apenas da sua escolha.

4. Autodisciplina – É a capacidade de conseguir ser responsável pelas suas escolhas em relação ao seu próprio desenvolvimento e à sua missão.
Um detalhe importante! Você percebe que cada um dos fatores tem um auto que inicia a palavra? Pode parecer irrelevante esse comentário, mas quando digo que para ser feliz é uma questão de escolha, viver sofrimentos também se escolhe e esses quatro aspectos que acabamos de ver fazem total diferença.
Mas Leila, você não tem falado que felicidade não é o contrário de tristeza? Que uma pessoa pode ser feliz e estar triste? Então, como uma pessoa pode ser feliz e estar sofrendo? Ok! Então, vamos compreender tudo isso. Para mim as pessoas felizes não sofrem, elas sentem dor, então, qual é a diferença entre sofrimento e dor? Dor é a aceitação de um acontecimento, de uma circunstância, de uma ruptura ou uma grande perda, enquanto sofrimento é um desamor, uma não aceitação de uma nova realidade.

Victor Frankl, psiquiatra que sobreviveu ao campo de concentracão em Auschwitz, autor do livro “Em busca de sentido”, diz: “eles podem me tirar tudo, toda minha liberdade, mas não podem tirar minha atitude diante desta realidade, minha atitude diante a dor, sofrer é uma escolha, a dor é um fato”.
Somos tão metidos a sermos onipotentes que queremos controlar todos os acontecimentos e ter a garantia que se fizermos assim vai acontecer assim. Pura manipulação! Com a vida não adianta manipular, temos que aprender a mudar o que é possível, aceitar o que não podemos mudar e buscar sabedoria para discernir uma situação da outra. Gosto muito de um ditado chinês que diz: “é como é, e como é, é perfeito”.

Se entendermos que manipulamos e mentimos por medo, e se temos medo é porque achamos que podemos perder algo, então começamos a ter mais sabedoria. E, aí, entra a autoconfiança e não perdemos nada porque não temos nada, além de nós mesmos. Como diz Gibran Kalil Gibran: “Os vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vem através de vós, mas não de vós. Embora vivam convosco, não vós pertencem…”.
O ser humano tem a ilusão de que possui muitas coisas. Daí quando perde um emprego, quando um filho vai morar em outro país, quando um parente morre, quando acontece um rompimento amoroso, e por aí vai, entra em um estado de sofrimento (que não é aceitação) ou tenta negativar a realidade vivida para aceitar melhor o fim de um ciclo da vida, seja ele qual for.

Por que precisamos menosprezar, desqualificar o outro ou a nós mesmos quando chegamos ao fim de um relacionamento, por exemplo? Por que é comum um colaborador ao ser demitido de uma empresa sentir-se desprestigiado ou descartável? Por que, em geral, começa buscar em sua memória coisas ruins que experimentou ao invés de colocar em evidência tudo que aprendeu e desenvolveu, os bons momentos que viveu no lugar e com as pessoas? Pense comigo, se nem tudo é bom, nem tudo é ruim!

Diante de um desgosto, uma frustração ou uma perda é importante colocar de lado o autoengano e a automanipulação, que geram a falta de autoconfiança. A vida é um grande laboratório, onde se tem várias oportunidades de aprendizado e, quando uma lição está aprendida, se nós mesmos não nos damos conta conscientemente, inconscientemente provocamos a mudança, o que faz parte do processo da existência.

Eu me considero poderosa porque tenho o poder da escolha, mas isso não quer dizer que não me surpreendo com a vida positivamente. Ela muitas vezes me proporciona algo muito maior do que poderia esperar ou até imaginar, mas ao mesmo tempo, me surpreende tirando coisas que me fazem perder o rumo. E, nessas circunstâncias sabe onde eu me seguro? No meu sentido de vida. Esta é a chave.

Vou parar por aqui, pois já passei dicas maravilhosas para você enfrentar as adversidades da vida: o sentido da vida é a autoconfiança. Mas, tenho mais alguns toques. Sobre a autoconfiança eu já expliquei neste post e você pode saber muito mais no livro Confiança: a chave do sucesso pessoal e empresarial, escrito por mim e Prof. Gasalla. Tem também o livro “Em busca de sentido”, de Victor Frankl, um dos meus livros de cabeceira. Vale a pena conferir.
E, para encerrar, escolha ser feliz, muito feliz!

Até a próxima.
Leila Navarro.

3 comentários em “Tanto a felicidade quanto o sofrimento se escolhe. Você prefere qual?”

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